sexta-feira, 17 de junho de 2016

Deus é Deus?

Queria que você pensasse comigo a respeito de uma verdade que pronunciamos todos os dias.

Até aqueles que não professam a nossa fé, os que nunca entraram em uma igreja e que não estão nem aí para religião alguma, todos já declararam e vão continuar a declarar que Deus é Deus.

Glorias eternamente! Deus é Deus!

É sobre essa verdade que vamos discorrer.

É fato. Essa  é uma verdade absoluta!

Mas a minha indagação é: o quanto dessa verdade nós temos em nossas vida?

Qual o percentual desse Deus atuando em nós?


É certo que independente de qualquer coisa,  Ele é o Deus todo poderoso. 

A Bíblia nos recomenda a entregar o nosso caminho a Ele. Sl 37:5

Mas as nossas errôneas intuições de que podemos resolver nossos problemas sozinhos,  nos impedem de entregar o nosso caminho na sua integralidade. Entregamos parte e já achamos que entregamos tudo. Aí quando a vida começa a descarrilar, culpamos a Deus por tal mal.

Se tivermos um pouquinho de bom senso,  vamos analisar e concluir que a parte que não está indo tão bem,  é exatamente aquela que decidimos não abrir mão. 

 Ele só fará em nós e  por nós, se dermos permissão.

Precisamos entregar absolutamente tudo que é intrínseco de nossa vida a Ele; e, não é entregar hoje e tomar de volta amanhã ou depois. É entregar e descansar Nele. Deixemos que Ele conduza,  governe todas as áreas de nossa vida.

Entregando tudo a Ele, Ele será Deus em tudo em nós. Corra o risco.

Pelos Laços do Calvário, 
Wilflen Affonso

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Quais são as suas marcas?

Bom, eu já devo ter narrado essa história algumas dezenas de vezes.

Quem me conhece um pouquinho mais a fundo, sabe que nunca fui e não sou guiado pelas tendências da moda. Sempre enchi a boca para falar: "A minha moda, sou eu quem faço.”

Mas, me lembro com clareza de um momento de minha vida, quando ainda era um adolescente, já trabalha e ganhava o meu dinheirinho todo mês e, estava muito empolgado com a possibilidade de poder comprar um tênis novo; Fui até uma loja, olhei para os itens da vitrine com olhos bem arregalados, com a boca que teimava em ficar entre-aberta e com um fio de baba escorrendo pelo cantinho.

Depois de ver em um tempo recorde (pois a minha ansiedade era tamanha), todos os tênis expostos na vitrine, decidi comprar o tênis que julguei naquele momento ser o mais bonito. E por ser, na minha opinião, o mais bonito, pensei que certamente era também o mais confortável, durável e, ainda tinha o fator preponderante: era um tênis IM-POR-TA-DO.

Pronto, estava feita a minha escolha! Comprei o tênis sem me preocupar com o preço, diga-se de passagem, aquele tênis era bem mais caro que os outros da vitrine, e eu mal podia esperar a hora de calçá-lo e desfilar com ele.

Os meus amigos quando viram o tênis no meu pé, logo perceberam que era novo e logo comentaram a marca e, me deixaram um pouco chateado ao batizarem o meu tênis (batizar, era pisar sobre o calçado novo da outra pessoa). Porém, eu envaidecido estava e mais envaidecido fiquei.

Mas, a minha alegria durou pouco demais, em menos de três ou quatro meses o meu tênis caro e importado valia bem menos que um chinelinho de dedo qualquer.

Em resumo, escolhi a marca errada!




                                       Como pequeno Cristo, temos que ter a intangível, porém visível marca de Cristo.

Esse pequeno introito me serviu de ponte para chegar ao assunto que desejo abordar. Marcas.
Na minha leiga opinião, penso que marca é tudo aquilo que consciente ou inconscientemente assume um lugar de grande expressividade em nossa mente, influenciando e denunciando, positiva ou negativamente os nossos estilos.

Existe uma diversidade de marcas, elas podem e quase sempre são representadas por elementos visuais naturalmente percebíveis e identificáveis nos ambientes por onde passamos. Elas geralmente, vêm despertando em nós a consciência falsa ou não da prioridade de se adquirir tal produto, através das bem elaboradas técnicas de persuasão.


Os grandes empresários lançam mão de todas as ferramentas possíveis para que suas marcas se tornem uma marca memorável, e isso é totalmente compreensivo, pois quanto maior e mais forte for uma marca, maior e mais forte será a captação de riquezas por seus produtos e, maior também será a longevidade de sua empresa.


Nos tempos atuais, muitas instituições religiosas modernas enveredaram também por esse caminho, adquiriu também está mentalidade da alta competitividade e tenta imprimir no "mercado" as suas marcas.


Ser gospel se tornou viral e também por esta razão, vemos cada vez mais templos entupidos de pessoas buscando de forma desesperadora o enriquecimento instantâneo, a cura de uma doença grave ou de uma doença não tão grave assim.


Buscam prosperidade a todo custo e acreditem se quiser até mesmo "fechamento de corpo", fora alguns outros absurdos mais. 


Não estou dizendo que Deus não deva conceder certas sortes de benefícios, mas, o que na verdade estou afirmando é que Deus anseia que vivamos o evangelho de Cristo que vai muito, muito mais além das benesses que somente Ele pode nos trazer.


É obvio que devemos considerar a época atual em que somos bombardeados com uma tempestade de doenças e, se Deus tem poder para curar, como sabemos que tem, não custa nada pedir. Consideremos também o sistema financeiro em vigor e as necessidades existentes para a nossa manutenção e também para a manutenção dos templos. 


Porém, o fato é que estamos nos distanciando tanto da essência que quando pensamos em igreja na atualidade, logo vem a nossa mente uma construção de alvenaria, com bancos acolchoados, um púlpito, um altar também de alvenaria (que muitos enxergam como se fosse o altar de Deus), e no auditório, muita gente reunida. Logo em seguida pensamos no apelido/codinome/rótulo daquela sociedade religiosa que habitualmente, chamamos de igreja.


Estamos sendo conduzidos à consciência de que isso é que é igreja. Quando na verdade não é.


Quem nunca foi perquirido por pessoas que logo após tomarem ciência de que você também é evangélico, fazem a seguinte pergunta: De que Igreja você é?


Quando era para estas pessoas terem absoluta certeza de que você, juntamente com eles e outros é que formamos a igreja, a igreja de Cristo.


A pergunta correta a se fazer seria: Onde você congrega? Ou onde você se reúne para adorar a Deus? E até, Qual é a sua denominação?


Muitas vezes, de forma descontraída, respondi a está pergunta assim: "Sou da Igreja de Cristo aqui na terra" Quando havia insistência, sem ser grosseiro eu completava dizendo: "Congrego no Ministério Tal", justamente para eu ter a oportunidade de esclarecer para essa pessoa o que é igreja. Para ser bem sincero, eu faço isso até hoje.


Que fique bem claro que não sou de forma nenhuma contra a diversidade de portas abertas, onde multidões de pessoas têm encontrado a Cristo, pois o nosso salvador já falou a muito tempo atrás que "importa que o evangelho seja pregado". Então, glória à Deus pela variedade de denominações que pregam o evangelho!


Esse é o ponto. Que de fato e de verdade o evangelho seja pregado. 


O que faço aqui é chamar a nossa atenção para não esquecermos à que fomos chamados. 


Voltemos o mais rápido possível a priorizar a santa palavra que é a genuína verdade; que voltemos a nos empenhar a  buscar com intensidade pelo Conhecimento de Cristo, pelo revestimento de poder do Espírito de Deus e, a amplitude em nós do mais nobre dos frutos que é o amor.


Tenhamos em mente que igreja não se traduz nas suntuosas construções em que o povo se reúne para celebrar a Deus, isto é lugar de oração, de comunhão, casa de oração. Igreja aos olhos do Pai sou eu e você coesos em um só pensamento, fundidos um ao outro em amor, no amor de Cristo.


Nós individualmente somos templos reais feitos pelo próprio Deus, onde o Espírito Santo habita, e a nossa união é o que Deus instituiu igreja.

Agora sem nenhum resquício de dúvidas sobre o que é igreja, faço uma pergunta:


Quem consegue nos dias atuais pensar numa igreja apenas cristocêntrica, divinamente intuitiva como a igreja primitiva que vivia os frutos da inspiração imaculada do Espírito Santo?


Muito embora, haja ainda fortes traços remanescentes do verdadeiro evangelho de Cristo em inúmeras denominações, em umas mais e em outras menos, vamos assistindo impotentes (impotentes porque simplesmente nos fazemos assim e não porque realmente somos), a extinção da genuinidade do que Cristo nos deixou.


A igreja atual  se tornou fragmentada e complicada. Cada um lustra, protege e promove o seu apelido, a sua placa; há uma "guerra" acirrada de rótulos denominacionais que nos leva a concluir que o crescimento consistente da igreja (que somos nós) está seriamente comprometido.


Na igreja que conhecemos hoje os lideres enchem a boca para dizer: "a minha igreja". Essa versão moderna da "igreja de Cristo" tem vários donos, porém, a verdadeira e eterna Igreja de Cristo, só tem um dono, e o Seu nome é Jesus, O cristo.

  A bíblia é clara em dizer que um reino dividido não subsiste, mas a impressão que se tem é que essa parte foi sumariamente arrancada das santas escrituras.


Volto a dizer que devemos considerar a época atual e o sistema financeiro em vigor, mas não podemos em hipótese nenhuma nos tornar escravos cegos de algumas tendências que vem sendo praticadas por aí. Deus pode sim, nos conceder, fazer por nós tudo que pedimos e muito mais, mas tem coisas que Ele ainda não fez e não vai fazer, Por quê? Porque Ele sabe exatamente do que precisamos para cada momento de nossa vida.

Hoje, pensando no fato que me ocorrera anos atrás (aquele da compra do tênis que narrei no inicio desse artigo) e comparando com a nossa vida espiritual, vejo que estamos deslumbrados, hipnotizados com as ofertas que vemos nas “santas vitrines”. Estamos criando relacionamentos com Deus e com os nossos irmãos, balizados nas aparências, imprimindo em nós uma marca utópica de um evangelho pobre, estamos pagando valores estratosféricos por marcas que nos proporcionam efêmeras satisfações.
É necessário nos atentar para o fato de que somos igreja e, como igreja temos uma causa da mais nobre a ser realizada, levar a libertação e vida aos cativos. O maior livro de todos os tempos nos afirma que, o ladrão veio para matar, roubar e destruir, mas Jesus Cristo veio para dar vida abundante.
É primordial que nos conheçamos como Cristãos = Pequenos Cristos. Nos enxergando assim, entenderemos com a certeza devida de que só estamos aqui por um propósito: sermos canais de vida para os nossos semelhantes e irmãos, resgatando os perdidos das mãos do diabo pelo poder de Deus operante em nós.
A nossa marca, identifica para os outros quem somos e de quem somos, indica o que fazemos, qual a nossa credibilidade e que importância realmente temos.
Como pequenos Cristos, temos que ter a intangível, porém visível marca de cristo que se revela, entre muitas coisas, Conhece-lo, ter santidade a Deus e amor pelo próximo, mesmo que esse próximo seja o menos merecedor de nosso amor, o mais desfavorecido e desprezível entre os homens. Até porque, essa é a condição que cada um de nós se encontra diante de Deus e mesmo assim Ele nos ama incondicionalmente.
Jamais se esqueça que somos um Outdoor ambulante, por isso, escolha a sua marca.  
Escolha agora como as pessoas vão te qualificar pela marca que você carrega impressa no seu falar, no seu modo de andar e principalmente no seu proceder. E tomara que essa marca escolhida não seja um rótulo denominacional ou qualquer outra coisa terrena...
Escolha de uma vez por todas a marca de Cristo!

Pelos Laços do Calvário,
Wilflen Affonso

sábado, 23 de abril de 2016

Na onda do consumismo

Quem ainda não percebeu que em nossa vida, seja em que área for, estamos sempre sentindo falta de uma ou mais de uma coisinha?

Está constatação evidencia a triste verdade de que o ser humano passa por todos os momentos de sua curta vida, parcial ou inteiramente insatisfeito com o que tem e, às vezes com quem é.

Compramos, compramos, ganhamos e ganhamos... Mas numa verdadeira e funesta odisseia, nos embreamos na busca da inalcançável satisfação, através do cíclico caminho dos desejos. Por mais que conquistemos continuamos insatisfeitos.

Uns insatisfeitos por não terem um emprego e outros por terem, por não terem viajado e outros por terem viajado, por não terem uma resposta e outros por terem a resposta, mas não a resposta que queriam, por não terem dinheiro e outros por terem dinheiro e não terem a liberdade de quem não tem dinheiro, uns insatisfeitos por não terem mais alguns de seus entes-queridos e outros por terem e, outros porque queriam nunca tê-los tido em suas vidas, por não estarem só e outros por estarem sós, outros que estão na solidão por vontade própria, mas têm essa vontade porque estão insatisfeitos por outra causa,... 

A verdade é que não dá para enumerar todas as insatisfações do ser humano, simplesmente porque nós somos naturalmente excelentes na arte de nos sentirmos insatisfeitos.

Temos uma insaciável vontade de SER e de TER, e na pesagem dos dois, o TER ganha em disparada do SER. 

Por quê? Porque anulamos a razão e deixamos a nossa mente ser escravizada a tal ponto por nosso desejo, que deduzimos errônea e automaticamente que para sermos, precisamos ter, quando na verdade, o correto é ao contrario.

É um ciclo vicioso. Toda vez que experimentamos uma conquista, de imediato, identificamos outra “necessidade” que a senhora de nós, a nossa mente, já nos convenceu de que o desejo, ora realizado, só estará completo de fato, se, e quando, esse novo almejo for concretizado.

Não há duvidas, estamos numa zona conflituosa guerreando ferreamente com o nosso eu.

Nesse estágio passamos a ver simples vontades como necessidades básicas para a nossa sobrevivência. 

Chegamos ao ponto de desejarmos coisas que a nossa atual condição não nos permite ter, mas queremos ter, pois só assim “seremos”.

A insatisfação extremada cultivada por muito tempo, nos tira o ânimo de lutar e de reagir. 

Já ouviu alguém dizer aquela corriqueira expressão: “Estou desanimado (a) com a vida”?

Pois é, muitos usam essa expressão porque estão realmente desanimados, mas é um desânimo temporal. E, isso é compreensivamente normal.

Mas outras pessoas falam desse modo, porque já se encontram submersos na lama do fundo do poço das insatisfações.

Enquanto formos dominados pelos insaciáveis quereres, enquanto os nossos quereres forem reflexos dos desejos desenfreados do nosso eu, nunca haverá plenitude, no que tange a satisfação humana.

A insatisfação tem muitas vezes nos roubado o agora e também um pouquinho do nosso depois e, se não mergulharmos rapidamente na razão para dar equilíbrio ao nosso mundo, vamos com o passar do tempo, ter o nosso passado, presente e futuro, roubados pelas nossas insatisfações.

Bem, o tema escolhido é consumismo e até agora não foi falado nada a esse respeito, certo?

Errado! Falamos do estopim do consumismo. 

Estamos consumistas em demasia porque não esta havendo equilíbrio nos nossos departamentos internos. (Razão, vontade e desejo).

O que traz o equilíbrio entre o SER e o TER é outro setor que temos dentro de nós, a razão.

O fato é que, é a razão o fiel da balança entre as nossas vontades e os nossos desejos, é ela quem estabelece a ordem para os nossos desequilíbrios.

A razão é tão indispensável que o apostolo Paulo nos alerta em Romanos 12, que o nosso culto apresentado a Deus, seja um culto banhado no Racional, quer dizer, um culto balizado na razão.

É a razão que sinaliza para a vontade e para o desejo o que é viável ou não.

Quando esse equilíbrio é encontrado, podemos afirmar que o homem, enfim, iniciou o caminho do conhecimento de si mesmo e prosseguindo nesse caminho, se conhecerá tão profundamente que concluirá que nunca precisou de nenhum bem material para se sentir satisfeito; chegará ao entendimento de que o único bem necessário para a sua satisfação é um bom, intenso e saudável relacionamento com o seu “eu” interior, com o seu próximo e, primeiro e principalmente com Deus.

Atraia a satisfação.

Se conheça e se aceite, conheça o seu próximo e o ajude, conheça a Deus e prossiga em conhecê-lo e o sirva, e só assim, na sua vida, você vai transformar em mentira, a incontestável verdade de que o ser humano passa por quase toda a sua vida, insatisfeito.


Pelos Laços do Calvário,
Wilflen Affonso

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Acima da Média não

Deus não mandou, mas eu fui lá pra fora. 
Saí do meio, saí do centro deste turbilhão de sentimentos, dessa imensidão de palavras e só assim consegui pensar com um pouco mais de clareza. 

É obvio, também fui atingido com as recentes declarações do nosso irmão Thalles Roberto. Por ser evangélico, por ser músico, por ser ministro me indignei com a tal situação.

Não vim julgar aqueles que com muita razão, se manifestaram de alguma forma demonstrando a sua desaprovação e nem mesmo criticar aqueles que apoiaram a atitude do cantor.

Eu vim convidá-los a uma reflexão a respeito de todos esses acontecimentos.

O fato é, independentemente de qualquer coisa somos humanos. E, como tal, somos e estamos a todo o momento sujeitos aos erros mais infantis. Mas o que fazer quando nos deparamos com um quadro como esse, em que um de nós, por falta de vigilância, de uma orientação idônea ou por um momento de fraqueza comete uma grande falha?

O que ganhamos em reverberar o problema sem a menor preocupação de ajudar o nosso irmão a encontrar uma solução?

Quem está ganhando ou perdendo com essa ferrenha e interminável batalha?

Penso que o meu irmão Thalles, o mais rápido possível, tem que reconhecer o seu erro e se retratar sim. Mas, se isso não ocorrer, o que deveremos fazer?

Somos nivelados pela Graça e pela misericórdia de Deus
Em hipótese nenhuma podemos permitir que o bom nome do cristianismo seja maculado. Vamos nos levantar em defesa do evangelho sempre, repreenderemos a tudo e a todos, mas sempre repreenderemos com amor. 

E por falar em amor, como podemos amar alguém se não o perdoamos por seus atropelos, por seus deslizes? 

Em Romanos 13 versículo 8, diz que, não devemos dever nada a ninguém, exceto o amor, e para fortalecer o conceito de que devemos amar com desmedido amor, Jesus Cristo nos diz João 15 versículo 12, que precisamos amar uns aos outros, da mesma forma que Ele nos ama.

Chega de criticas retaliativas que não nos trará mérito algum. Está mais do que na hora de mostrarmos a todos quem somos e qual é a dimensão do poder deste perdão tão recomendado por nosso Cristo.

Jamais! Em nenhum momento podemos nos esquecer de que não somos apenas músicos, não somos só crentes, não apenas pastores... Somos mais, somos filhos de Deus e realmente, não estamos acima da média, estamos na mesma medida, nivelados pela Graça e pela misericórdia de Deus, exatamente por isso, honrosamente, somos servos, somos Cristãos.

"Quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva, e quem quiser ser o primeiro entre vós, será vosso servo."  Mateus 20: 26-27

Pelos Laços do Calvário,
Wilflen Affonso

sábado, 4 de julho de 2015

Seja um sem vergonha.

Você é tímido?
Você sabia que a timidez é fruto de um ou de alguns traumas vividos?
Você sabia que a palavra de Deus afirma que os tímidos não herdarão o Reino dos Céus?
Você sabia que a timidez tem cura?

Alguns níveis de timidez são tão altos que necessitam de cuidados especiais...

Por mais que, na maioria das vezes ela pareça inofensiva, a timidez é um distúrbio comportamental que pode ser altamente perigoso em diversos aspectos.

A maior parte da população que sofre de timidez, tem uma inibição branda, que é aquela que traz uma sensação de calafrios, uma breve ausência de voz, suor nas mãos, nos pés e pelo corpo, uma acanhada insegurança, sempre em momentos decisivos da vida.

Porém, outros já a tem em níveis que os paralisam impedindo de alcançarem conquistas vitais para o desenvolvimento de sua vida.

Mesmo não sendo fácil, a intenção deste artigo é ajudar pessoas a se livrarem de uma vez por todas, desses perniciosos traumas.

Vamos começar:
  1.        Não desista de você. Porque o teu criador jamais deixou de acreditar em seu potencial. 
  2.              Não existe ninguém na face da terra que seja incapaz de realizar os seus sonhos. E isso inclui você.  
  3.             Você tem as mesmas qualidades e pode desenvolver as mesmas habilidades que qualquer outra pessoa. Acredite nessa verdade.  
  4.            Comece a se olhar como igual a todos, não se deprecie. Mas também não extrapole na auto-valorização, pois tão nocivo quanto a timidez extremada é a arrogância.   
  5.            Na vida, muitas das coisas que parecem impossíveis a primeira vista, são possíveis, mas nada na vida é fácil, por isso insista, aposte em você e o que parecia impossível será realizado.  
  6.  .       Mande embora as suas limitações e potencialize as suas qualidades, mas lembre-se: por mais confiantes que esteja, existirão investimentos que fracassarão, o importante nesses momentos e se concentrar, reavaliar os passos, aprender com os erros e seguir em frente rumo à conquista.
  7.  .       Os atropelos da vida não é uma exclusividade sua, todos sofrem as mesmas agruras que você, por isso, não levante a “bandeira de coitadinho” para lamentar e desistir, essa não é a atitude correta, não busque culpados e nem falhas justificativas para os seus fracassos.
  8.  .       Nutra sempre a certeza de que você nunca está sozinho, sempre haverá um Deus ao seu lado e também pessoas dispostas a te ajudar.
  9.  .       Jamais concorde com pessoas que te lançam palavras de maldição, pois Deus já te prometeu que “nenhum mal te sucederá e nem praga nenhuma chegará em sua vida."
  10.        Invista sempre em todas as áreas de sua vida e, se os resultados não forem os esperados, tente outra vez.
Pare para pensar em quantas coisas, quantas oportunidades você já deixou escapar por conta da falta de atitude gerada pela timidez? Já parou para contabilizar o quanto você já teria percorrido nessa estrada do viver? quanto teria crescido como pessoa? Como profissional?...

É por isso que Jesus Cristo demonstrando imenso cuidado conosco nos ensina a vivermos, sem termos medo da vida. Veja o que diz João 3:33b "...mas tende bom ânimo, eu venci o mundo."

Se livre dos traumas, se decida pela vida sem paralisias, dê mais um passo e tome a atitude de ser você mesmo em toda a sua plenitude.

Seja de fato,
UM SEM VERGONHA!!!

Pelos Laços do Calvário,
Wilflen Affonso




domingo, 24 de maio de 2015

Íntimos inimigos

Muitas pessoas andam do nosso lado dizendo serem nossos amigos, usam em demasia as infernais frases “Tamô Junto”, “Conte comigo”, “se precisar de mim”...  Mas, infelizmente, estes não nos conhecem nem mesmo um pouquinho e quando a situação aperta de verdade, nem adianta procurar por eles. Piores que esses, são aqueles que chegam a jurar e na primeira oportunidade, se colocam na linha de frente a nos atacar. E, ainda mais perniciosos são os que permanecem ao nosso lado boicotando de diversas formas as nossas tentativas de ascensão e às vezes de reestruturação. 

É tanto lamentável, quanto indispensável ter que conviver com pessoas assim, pois ao mesmo tempo em que nos oprimi, nos faz crescer e amadurecer. Afinal de contas, é na adversidade que nos forjamos e descobrimos do que somos capazes de realizar. Temos como maior exemplo o nosso Cristo que suportou muito mais do que eu, você ou qualquer outro ser humano já suportou ou vai suportar.

Uma coisa é certa, Infinitamente pior que um inimigo declarado é um amigo velado, pois, se não desmascarados depressa, adquirem conhecimentos suficientes para nos fragilizar, canhoneando os nossos pontos vitais. E se olharmos na história, vamos ver muitos que sucumbiram por consequência de investidas de pessoas que lhes eram de altíssima estima.

Ninguém na face da terra esta livre dessa desapiedada classe.  Caminhamos por toda a nossa vida, rodeado de inimigos que nos são tão íntimos que às vezes se confundem, com gigantesca facilidade com bons ou ótimos amigos.

Entretanto, é preciso diferenciar uma decepção causada por um amigo de verdade e um falso amigo. O amigo pode errar, mas vai se concertar, se arrepender e buscar de toda a forma compensar os danos causados. Todavia, o inimigo íntimo nunca se arrepende e não sua mentalidade desfigurada ele está fazendo o que é certo.

Não raro, estes íntimos inimigos não têm a ciência de sua missão. Muitos deles, no seu interior também são vitimas de si mesmos e, é por essa razão que é muito difícil de detectá-los a tempo de evitar que produzam desgraças, deveras profundas na nossa vida pessoal, familiar, profissional, ministerial...

Precisamos nos fortalecer em amor, para que mesmo feridos por pessoas tão queridas, tenhamos a nobre atitude de continuar a amá-las.

Às vezes, em momentos de extrema adversidade precisamos nos silenciar, e este silêncio, nesses momentos de grandes afrontas, é a ação ou reação da sabedoria residente em nós, concedida pela longa caminhada da vida. Mas outras vezes, mesmo com pesar, também é sábio, nos arvorar e com intrepidez contra-atacar para sobreviver.

Mesmo contra-atacando impetuosamente, se faz necessário manter a paz, pois está, demonstra muito melhor do qualquer outra atitude, o perdão que já foi liberado por ultrajes auferidos.

Parece conflitante, não? Mas eu explico, o contra-ataque aqui narrado serve para paralisar as ações do opositor e não para feri-lo por represália.

Precisamos estar prontos cada vez mais a perdoar quem nos afronta, precisamos acreditar piamente de que o nosso inimigo, seja ele íntimo ou não, perceba e aprenda a lição emanada por meio do perdão.

Na oração modelo, no livro de Mateus 6:12, o que lemos é o seguinte: “Perdoe nossos erros, assim como nós perdoamos os nossos inimigos”.

O perdão é o melhor e mais eficaz antídoto para os males da alma.

Isso sem falar que perdoar o nosso irmão e, sobretudo, o nosso inimigo, nos dá a garantia de sermos perdoados por Deus.

Não podemos jamais deixar de estender as mãos em ajuda àqueles que intencionalmente ou não nos enxovalharam.

Não podemos deixar de crer que nossos inimigos possam renegar o seu caminho tortuoso e convergir para o caminho da justiça.

Se agirmos desta forma, certamente haverá aqueles que dirão que somos fracos, desavergonhados, sem personalidade, sem hombridade, bobocas... No entanto, somente os fortes são dotados da capacidade de perdoar, somente os fortes são capacitados para amar, e amar até mesmo os seus maiores inimigos. Tal como, nos ensinou o nosso mestre Jesus. (Mt 5:44).
                                                                                                                  
Pelos Laços do Calvário,
Wilflen Affonso

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Adoradores e Canções

Sinceramente, eu ando fazendo um esforço gigantesco para tentar entender o que mudou na relação entre adoradores e canções.

Você assim como eu, já deve estar cansado de ouvir pessoas desde as mais vividas, até as mais novas dizerem: “Sabem aquela canção que cantávamos na igreja?” “Ah, naquele tempo sim, víamos uma adoração sincera e real no meio da igreja, mas hoje o que vemos é muito ritmo, muito oba, oba e pouquíssima adoração!” “Ô saudade do tempo em que no evangelho se vivia a sinceridade!”.

Faço coro a estes que com muita saudade se lembram dos tempos de outrora, no que tange a sinceridade da maioria dos membros que constituíam as comunidades Evangélicas. Realmente eram pessoas mais puras, mais dedicadas, mais compromissadas e comprometidas com o que faziam.

Ao falar assim, pode ser que muitos pensem que sou uma daquelas pessoas saudosista, que vivem acorrentadas no passado, fiquem tranquilos, pois não sou uma delas. Até porque tenho um forte desejo de ver o que Deus tem preparado no futuro para mim, e, quem vive preso ao passado, jamais terá um presente digno, e infelizmente e consequentemente, também não terá um futuro.

Mas fazendo um comparativo, a verdade é que realmente a igreja era outra mesmo, e o que posso fazer a respeito é tão somente fazer no presente melhor do que já fora feito no passado, e me alegrar com as saborosas lembranças que restaram e sentir saudades imensas, sem tentar transportar para o meu presente o que já não mais existe.
Por outro lado, não harmonizo com os mesmos quando dizem afirmadamente que os motivos de uma adoração decadente nos dias de hoje, são as músicas mais ritmadas e as letras com poesias mais rebuscadas.

Levemos em consideração que os tempos de hoje diferem em muito dos tempos de outrora, os meios de comunicação e as formas de se comunicar são outros, hoje as informações chegam até nós com uma velocidade assustadora, que às vezes não dá nem mesmo tempo de as assimilarmos.

que na verdade quero dizer, é que temos hoje um conhecimento infinitamente mais aguçado dos que os nossos irmãos de antigamente e assim como evoluímos em entendimento, as demais coisas a nossa volta também evoluíram e se diversificaram, quase que infinitamente e, cada dia mais, vemos em todas as áreas a continuidade dessa diversificação.

A música por sua vez, também esta dentro desse universo evolutivo.

A música que se ouvia há dez, vinte, trinta... Anos atrás, já não tem a mesma aceitabilidade atualmente, ou seja, já não comunica com a mesma facilidade de antes, por isso se faz necessário à utilização de novas técnicas e estilos modernos, a fim de se alcançar os objetivos desejados.

Transito com segurança por esse assunto, porque além de ser nascido num lar de ministros e levitas, o que me proporcionou ver e viver parte da transformação de nossa música, também sou um exímio apreciador das canções antigas e de seus intérpretes, dos quais não me furtarei o prazer de citar alguns, como: Luis de Carvalho, Leni Silva, Elon Cavalcante, Josias Menezes, Oseias de Paula, Elson Rodrigues, Joselly Scarabelli, Jorge Araujo, Sara Araujo, Izaias Mendes, Vitorino Silva, Elida Lamounier, Eula de Paula, Zilanda Valentin, Valdomiro Silva, Eliel Rosa, Niltinho, Matheus Iensen Edson e Telma e muitos outros que vieram antes desses. É, a lista é gigante mesmo.
Acabo de citar cantores tão antigos que provavelmente a grande maioria dos leitores nunca tenha ouvido falar desses desbravadores da música evangélica.

Ainda hoje me delicio com as canções inspiradoras destes cantores e cantoras maravilhosos, pioneiros desta, hoje conhecida como música gospel.

Depois desta geração pioneira de cantores veio outra, e depois outra, e outra, e outra... até chegarmos aqui.

Quem já viveu um pouquinho mais, se lembra dos grupos: Êxodos, Vencedores Por Cristo, Elo, Logos, Som Maior, Jovens da Verdade, Novo Alvorecer, Solene Som, Sonoros,... que atuaram nos anos 70, e depois deles nos anos 80, as Bandas: Rebanhão, Sinal de Alerta, Azul, Banda&Voz, Grupos Servos, porém Livres,... e muitos outros que nos conduziram a adorar a Deus com uma liberdade como nunca poderíamos pensar, e que foram indiscutivelmente, o marco da nova música evangélica, que a partir de então, passou a se chamar Gospel.

Pois é, lembram que essas bandas e cantores dos anos oitenta, assim como as dos anos 70 eram repudiados pelos mais conservadores?

E no entanto, hoje, muitos dos mesmos conservadores falam dessas canções e as cantam com gozo por serem estas espirituais.
Não posso negar que adoração genuína, vinda do coração esta indo de ralo abaixo ou para o espaço. Porém, isso nada tem a ver com a evolução musical no mercado gospel, e sim, com a involução do caráter humano.

É impossível falar de adoração, sem falar de caráter, pois a qualidade da adoração é equivalente à qualidade do caráter do adorador.

Serei ainda mais enfático, é impossível alguém adorar com integridade, se for dúbio o seu caráter.
Quem diz que não está vendo adoração genuína nos cultos da igreja que frequenta, está atestando que nem mesmo ele tem presenteado a Deus uma adoração verdadeira.

Não podemos crucificar as canções contemporâneas pela escassez de adoradores, quando na verdade, a adoração independe dos recursos provenientes das inovadoras tecnologias de ponta que servem apenas para aumentar a qualidade, amplificar e difundir melhor uma obra. Independe das avançadas e aguçadas técnicas vocais ou dos dons e talentos musicais das pessoas.

O adorador é aquele que presenteia a Deus com a sua adoração, que é o reconhecimento de sua pequenez comparado a grandeza de Deus, e entende que só Ele (Deus) é digno de honra, glória e louvor...

Sendo assim, se está faltando adoradores verdadeiros na igreja, não estamos falando apenas de cantores, cantoras, músicos e suas obras músicas, estamos falando de algo que é bem mais profundo e generalizado, estamos falando de todos, inclusive daqueles que “adoraram” o saudosismo.

Deus não chamou uma classe especifica para adorar, pelo contrário, o próprio Jesus nos diz em João 4:23, que o Pai (Deus) procura verdadeiros adoradores, nos sinalizando que qualquer um pode adorar, que qualquer um, que queira ser achado por Deus, deve adora-Lo em verdade.

E mais, este versículo nos mostra também que nem todos que demonstram estar adorando, estão realmente adorando. Seja este, músico, cantor, pastor, porteiro, diácono, criança, jovem, velho...

É imperioso que esse saudosismo que é tão contagiante, quanto altamente nocivo, seja desarraigado de nosso meio. Ele é preocupante ao extremo porque, pessoas que nem sonhavam em nascer naquela época tão distante, dizem bem alto e com um imenso pesar: “Que saudades eu tenho da igreja que não conheci”.

Peço encarecidamente, que não aprisione mais ninguém no passado que é seu e, liberte-se você também desse passado que te impede de crescer e de ter novidades de vida.

Viva de maneira intensa e sábia o seu presente, com todos os aprendizados do passado, mas sempre na esperança de alcançar o brilhante e majestoso futuro que o Senhor te tem reservado.

Aprenda a valorizar o antigo, sem depreciar o novo.

Pelos Laços Do Calvário,
Wilflen Affonso